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Bem sei que deixamos tudo para a “última da hora”.

Mas, considerando os valores astronómicos que os jogadores recebem, acho ultrajante quando oiço dizer que “não estão motivados” ou que “precisam de um líder”. O trabalho deles é dar uns toques na bola. É para isso que lhes pagam.

Experimentem falhar os vossos objectivos no vosso local de trabalho e depois justificarem que não estão motivados, ou que não há um líder de jeito na vossa equipa.

Não parece absurdo? Então, porque aceitamos que assim aconteça no futebol?

É isto e estacionar em plena 2ª circular só porque vai haver bola.

Absurdo, absurdo, absurdo.

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Se não os consegues vencer, junta-te a eles. Foi o que fiz.

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Estive na semana passada em Praga, numa formação denominada “Introduction to the ESCB“. Trata-se de um rol de plenários e workshops sobre as várias funções dos bancos centrais, enquanto parte do ESCB e do Eurosistema, administrados por quadros de vários bancos centrais a colaboradores que tenham, teoricamente, sido admitidos recentemente. A intenção é a indução do espírito europeu nos newcomers. Éramos 30 de cerca de 15 nacionalidades diferentes, sendo o inglês o modo de comunicação definido.

É curioso constatar que apesar dos diferentes backgrounds a nível de formação académica, experiência profissional, escalões etários, etc (para não falar das óbvias diferenças culturais), há nitidamente elos que unem as pessoas e que servem de veículo de comunicação e de entrosamento. A pivo (em checo) foi, indiscutivelmente, o veículo mais importante, o principal tema de conversa e o factor decisivo na criação de laços entres os participantes.

Há cerca de 7 anos atrás, em Budapeste, o meu primo disse-me, de forma premonitória, que beber um bom vinho num almoço de negócios, saber apreciá-lo e ter uma opinião fundamentada sobre o tópico seria uma mais valia em termos de integração.

Em Praga, pude comprovar a veracidade daquelas palavras – foi sem dúvida a pivo a base de construção do espírito europeu. Esperemos que Monsieur Jean-Claude Trichet não esteja muito imbuído desse espírito nas suas próximas decisões…

«O eremita volta as costas a este mundo; não quer ter nada a ver com ele. Mas podemos fazer mais do que isso; podemos tentar recriá-lo, tentar construir um outro em vez dele, no qual os componentes mais insuportáveis são eliminados e substituídos por outros que correspondam aos nossos desejos. Quem por desespero ou desafio parte por este caminho, por norma, não chegará muito longe; a realidade será demasiado forte para ele. Torna-se louco e normalmente não encontra ninguém que o ajude a levar a cabo o seu delírio. Diz-se contudo, que todos nós nos comportamos em alguns aspectos como paranóicos, substituindo pela satisfação de um desejo alguns aspectos do mundo que nos são insuportáveis transportando o nosso delírio para a realidade. Quando um grande número de pessoas faz esta tentativa em conjunto e tenta obter a garantia de felicidade e protecção do sofrimento através de uma transformação ilusória da realidade, adquire um significado especial.»

Sigmund Freud, in «A Civilização e os Seus Descontentamentos», roubado do Notas ao Café.

Finalmente. Depois da piroseira que é o dia dos namorados, a cereja em cima do bolo vem com o Carnaval. Quando era miúda, mascarava-me a preceito. Mas recordo-me que era uma questão de comparabilidade, em que se eu não estivesse mascarada parecia que não estava divertida. Na realidade, aquilo era um fardo para mim. Seja a dama antiga ou a fada em tamanho XXL, em rosa-Alzheimer-piroso-que-eu-até-gosto, máscaras não combinavam comigo. Se pudesse, teria feito como o meu Dio lindo, que certa vez, ainda na escola primária, fez uma composição dizendo que se tinha mascarado de pessoa normal. Completamente na vanguarda, levou com vários pontos de interrogação. Vermelhos. E todos eles pouco vanguardistas.

Afinal, o carnaval não é criatividade? Afinal, qual o problema de se ser uma pessoa normal? Talvez nos outros dias não se sentisse normal, e naquele dia mascarava-se a rigor.

Acho tão cansativo andar pela rua e cruzar-me com dezenas de brancas de neve, homens-aranha ainda de fralda, ou pequenos Noddys, quase tão tontos como o original. E para quê? Para se gerar ainda mais desperdicio com roupas desnecessárias? Para encher as ruas de serpentinas? São mais felizes assim? Ou será porque é praticamente o único fim-de-semana do ano escolhido para passear ao ar livre em vez do típico centro comercial?

Depois é ouvi-los no Oceanário a chamarem de pinguins aos papagaios-do-mar ou bicho-feio ao peixe-lua. Ou lontras que passaram a ser focas. Passo acelerado junto aos cartazes explicativos, nós queremos é ver os tubarões. E os outros peixes também, já agora. Oh filha, já vistes? Aqui é o reino do polvo! E olha a pedra, tão limpinha que está!

E, com comentários tão sexistas como estes, recuamos umas dezenas de anos. Mas o importante é o trajezinho de princesa. O bâton. A maquilhagem à anos 80. É a cultura que temos. E o que fazemos com isto? Queixamo-nos da crise? E esquecemo-nos que parámos no tempo? Afirmamos que atingimos os nossos objectivos ao casar e ter filhos e que estamos satisfeitos em ser caixa num supermercado, por isso não precisamos de ter mais do que o 9º ano? Ou dizemos que a culpa é do Governo?

Irra. Tenho que varrer tudo o que está na braseira. E que seja antes que o coelhinho da Páscoa chegue.

Em Portugal, a excelência é algo que ninguém assume sem vergonha ou receio. É que quem sugira que pelo trabalho alcançou patamares superiores de qualidade começa de imediato a levar pedradas e é considerado arrogante, orgulhoso, ambicioso, rico, tudo defeitos que se contrapõem à manhosice, falsa modéstia, aparente indiferença ao sucesso, com que a nossa cultura social convive sem dificuldade. dito por José Miguel Júdice

Verdade ou mentira? Basta ver a parte do programa do Malato, o Jogo Duplo, em que os concorrentes falam sobre si. Quem arriscar dizer que é mais do que agricultor, pedreiro ou administrativo é visto com desconfiança. Na maior parte dos casos, é um arrogante ou, pior, mentiroso.

Quando é que nos decidimos a trocar a inveja pela ambição?

aerosoles

Eu, que até nem me considero uma pessoa muito consumista, regozijei-me quando entrei pela 1ª vez numa loja da Aerosoles. Cansada das típicas Forevas e afins, tinha encontrado uma sapataria que, não sendo barata, apresentava uma proposta à medida do que eu procurava: sapatos rasos, confortáveis e com algum estilo.

Finalmente, alguém se dignava a responder ao segmentos de mulheres que abominam saltos altos mas, ainda assim, gostam de estar apresentáveis (pelo menos em horário laboral, como é o meu caso)!

Os anos foram passando e, com muita pena minha, percebi que tinha estabelecido um nível demasiado elevado de expectativas. As colecções pouco mudavam e eles insistiam em manter a oferta de sapatos rasos, de biqueira redonda, estação após estação. Por momentos pensei que seria um problema da loja do Freeport, que não conseguia escoar os stocks. Mas nas outras lojas acontecia o mesmo.

Hoje leio a notícia que a empresa está a passar por um processo de re-estruturação que envolve o despedimento de 130 trabalhadores, distribuídos entre as 4 unidades produtivas de Portugal e 2 da Índia. O fundador da empresa revela dificuldades perante uma quebra de 20% nas vendas face ao período homólogo de 2007.

Depois de uma breve pesquisa, fiquei surpreendida com o grau de internacionalização da empresa. Têm até um site que possibilita a compra online, para Estados Unidos e Canadá. E pergunto-me o que terá falhado na gestão da empresa. O marketing é bom, o sapato tem qualidade. À parte das questões operacionais que desconheço, diria que precisavam de um bom designer. Alguém que desse mais estilo à coisa… porque a verdade é que até a minha avó os acha um nadinha antiquados.

Aproveite, Sr. Artur Duarte, que esta foi de borla.

pensamentos

Folheava a edição online do Público quando encontrei um artigo sobre divagações acerca do que poderá, eventualmente, mudar o mundo:

Se lhe perguntassem “o que é que vai mudar tudo”, o que responderia? As alterações climáticas, a Internet, a cura das maiores doenças humanas, a descoberta de inteligências extraterrestres, os robôs, a expansão da inteligência humana, a colonização do espaço, as fontes de energia inesgotáveis? Esta foi precisamente a pergunta que o site edge.org, publicação e think tank online, cujo objectivo é “promover a reflexão e a discussão de questões intelectuais, filosóficas, artísticas e literárias, e agir em prol da realização social e intelectual da sociedade”, colocou, com prazo marcado até à meia-noite de 31 de Dezembro, à sua longa agenda de “sócios” – craques mundiais da ciência, da tecnologia e do pensamento, da arte, do entertainment.

Para mim, a melhor resposta de todas:

Mudar a natureza humana
Nicholas Humphrey
Psicólogo, London School of Economics

Imagine que esta pergunta tinha sido colocada aos cidadãos de Roma há dois mil anos. Teriam eles conseguido prever o advento da Internet, dos perfis de ADN, do controlo pela mente, das viagens espaciais? Claro que não. Mas, no fundo, não há nada que tenha mudado tudo até agora. E as vidas desses romanos, apesar das suas privações tecnológicas, eram notavelmente parecidas com as nossas. Se os trouxéssemos para o século XXI, ficariam obviamente espantados pelas realizações científicas. Mas depressa descobririam que sob o embrulho moderno as coisas continuam na mesma. Política, crime, amor, religião, heroísmo.

A coisa que poderia mesmo mudar tudo seria uma alteração radical, geneticamente programada, da natureza humana. Não aconteceu nos tempos históricos e aposto que não vai acontecer em breve. As inovações culturais e técnicas podem certamente alterar a trajectória das vidas individuais. Mas enquanto os seres humanos continuarem a reproduzir-se através do sexo e cada geração voltar à estaca zero, os bebés continuarão a iniciar a vida munidos de um conjunto de disposições hereditárias e de instintos que remontam à idade das trevas tecnológicas. Podemos sonhar com revoluções, mas devemos estar preparados para mais do mesmo.

Como aluna aplicada que era, não faltei aos primeiros dias de aulas, dado que pensava que ía conhecer os professores e começar a dar matéria. Para manter a ilusão, o primeiro contacto que tive quando cheguei à minha faculdade foi com um aluno que, com idade para ser chefe de família, fez-se passar por professor de matemática I, às 8 horas da manhã. Todos comprámos a intrujice. Depois de sermos gozados, tivemos uma recepção aos caloiros pela turma madrinha, composta por grandes sábios do 2º ano! A nossa turma (A3), identificada com uns bigoudis no cabelo, andava sempre atrelada aos veteranos.
Participámos activamente nas praxes que visavam, sobretudo, quebrar o gelo entre as pessoas e cimentar relações (leia-se, padrinhos ansiosos por fazerem a rodagem das caloiras em saldos). Houve, no entanto, quem se recusasse a ser parte integrante da caloirada – essas pessoas acabaram por ser postas de parte. Recordo que ninguém obrigava ninguém a fazer nada. Mas, muitos caloiros, talvez por receio de não serem integrados, sujeitavam-se a certas praxes que só visto… A mais repugnante incentivava as meninas a comerem iogurte às colheradas, retirado de dentro de um preservativo. Eu recusei-me – e não fui condenada por isso.

Nesse ano, fui assistir a um tribunal de praxe na faculdade de economia da Nova. Depois de ter sido mal-tratada e quase me terem obrigado a mudar de lugar no anfiteatro só porque não era do 4º ano (e eu que nem estudava ali…), assisti a um espetáculo um pouco deprimente, em comparação ao que acontecia no ISCTE, onde chegaram a suspender as praxes por motivo de falecimento da Amália.

No ISCTE havia, sobretudo, praxes parvas – como ter um tipo com papel higiénico enrolado na cabeça, que gritava “Talibã!” e ordenava que todos se baixassem sempre que passasse um avião. Quem conhece a Av. das Forças Armadas saberá que passa um avião a cada 15 minutos…

Foram 3 dias de boa disposição, em que íamos para casa com a cara pintada, acompanhados pelo orgulho de sermos caloiros. Apesar de não ter participado na comissão de praxe nos anos seguintes, recordo com alguma ternura esses tempos de inconsciência juvenil. Fico nostálgica quando passo pela Cidade Universitária e vejo os miúdos com aquele ar de “ai ,onde é que eu me fui meter”, alguns deles acompanhados pela mãezinha ou pelo paizinho. E é com agrado que, 9 anos depois, reparo que algumas faculdades optam por praxes cada vez mais cívicas, não só para os alunos, mas que visam envolver a própria comunidade. É o caso da Faculdade de Medicina de Lisboa, cujos caloiros irão andar pelo Rossio a angariar dadores de medula óssea. O meu aplauso para quem prova que os comentários maldosos, que dizem que são alunos com boas notas mas sem sensibilidade humana, não fazem qualquer sentido.

Sigo com alguma curiosidade este blog. Certo dia, comecei a ler este post, mas só quando cheguei ao final, percebi a ideia da autora. Em busca do seu significado, voltei a rele-lo.

É interessante perspectivar a blogosfera como um imenso prédio labiríntico, onde as portas estão quase sempre abertas… mas…

Por vezes, os moradores do prédio cansam-se de aí viver; muitas vezes mal-interpretados e sentindo-se incompreendidos nos seus propósitos os moradores fecham a porta. Atiram a chave ao mar. Outras vezes, abrem-na apenas a convidados. Ou mudam de prédio. Alguns voltam para visitar os amigos, outros não voltam nunca mais. No prédio cada um faz as suas regras, o condomínio exige apenas RESPEITO pelo outro.
Aborrece-me ser visitada por amigos que, depois de espreitarem pelo buraco da fechadura, fingem que nunca me visitam… até serem apanhados numa escorregadela. É como cruzarmo-nos com alguém e mudarmos de passeio apenas para não cumprimentarmos essa pessoa. Alguém compreende?

A minha casa está de portas abertas para os meus amigos e para a minha família. Mas também me enche o coração receber convites para visitá-los. Gosto de conversar com eles e saber que estamos em desacordo em muitos temas mas em sintonia noutros tantos. No entanto, algumas pessoas argumentam que não gostam de impor a sua presença a ninguém e, por isso, limitam-se a aceitar convites, sem compreender que quem os rodeia também gosta de se sentir convidado. Na minha opinião, revela interesse. Carinho.

Tudo isto para dizer que estamos em stand-by. Aos resistentes do costume – obrigada pela paciência… :)

A propósito do que se passou há tempos na escola Carolina Michaelis, lembrei-me de vários posts que poderia escrever sobre este tema que me apaixona, a educação. Sobre o episódio propriamente dito, preferi esperar algum tempo, de maneira a que ficasse totalmente gasto, evitando esperas à porta de casa, para me sovar, dada a posição que defendo. Hoje, trago-vos uma pequena história, de há uns 20 anos atrás:

Estava na 2ª classe. Era uma aluna aplicada, embora muito tímida. A senhora professora, Rojalina que falava axim, era meio cegueta. E, por 3x, tive que repetir o mesmo exercício. E das 3x repeti a resposta que acreditava ser a correcta. À 2ª vez, levei um calduço. À 3ª vez, já estava correcto.

Eu, que ainda não tinha estes maus fígados de sindicalista, hesitei em contar lá em casa o que se tinha passado. Mas, mais do que ter levado uma tapona, era o resultado do exercício em si que me preocupava.

Guardei a folhinha e perguntei à minha mãe se estava bem feito. Sim, estava. Contei o que se tinha passado e a minha super mãe, em defesa dos fracos e oprimidos, escreveu uma carta à xenhora profexora. Respondeu que tinha sido uma pancadinha amorosa. Lembro-me que, na altura, achei o argumento um pouco absurdo. Bom, talvez a xenhora gostasse de trocar uns bons calduços com o seu marido, sabe-se lá…

Não foi o calduço que doeu. Foi a atenção que não foi dada a um aluno. Foi o absurdo de não ter visto que o resultado estava correcto e ter insistido com a repetição, sem querer ouvir-me sequer. Xanta paxiênxia!

(A propósito, acho que esta senhora teria os skills necessário para ser uma excelente conxultora…)

Gary Varvel, «The Indianapolis Star-News»

…já dizia o Tio Patinhas. Serve o presente post para contestar esta igualdade:

tempo = dinheiro

Todos concordamos que mais horas de trabalho significam um acréscimo de rendimento, normalmente traduzido no pagamento de horas extraordinárias ou numa avaliação positiva no final do ano (porque o chefe do chefe do chefe fica satisfeito consigo próprio quando o subordinado do subordinado do subordinado está a fazer um esforço extraordinário em relação a algo que o chefe do chefe do chefe não faz a mínima ideia do que se trata).

Mas a falácia daquela igualdade reside no conceito subjacente às variáveis ‘tempo’ e ‘dinheiro’ e à relação entre estas.

Em relação a ‘dinheiro’, não há grande confusão: estamos a falar de guita, cacau, móni, cheta, pilim, eros, euricos, mocas, argent, capital, trocos ou contos de reis (e não de fadas).

Relativamente a ‘tempo’, a coisa complica-se. Porque a igualdade acima indicada implica (a) uma correlação positiva perfeita entre as duas variáveis e (b) a existência de uma relação biunivoca entre as variáveis, isto é, ‘tempo’ = ‘dinheiro’ e ‘dinheiro’ = ‘ tempo’.

Considerando que estamos a falar de Patos Donald’s e não de Tios Patinhas’s, quanto maior é o valor atribuído à variável ‘dinheiro’, menor é o valor da variável ‘tempo’, ou seja, ‘+ dinheiro’ = -’tempo’. Inversamente, ‘+ tempo’ pode ou não significar ‘+ dinheiro’, ou seja ‘+ tempo’ = ‘+/- dinheiro’.

Exposto isto, penso que se pode concluir que, enquanto ‘dinheiro’ é uma variável estática, estanque e perfeitamente delimitada, a variável ‘tempo’ apresenta-se como extremamente resiliente; pode assumir diversas formas e feitios, derivando resultados ajustáveis ao espírito e desejo de cada um.


Nota: se a minha tese de mestrado versasse sobre BD do Tio Patinhas e não sobre goodwiiiis, dava-a aqui por terminada.


Clicar para aumentar! Muito bom… :D

estamos a quantos?

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