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O spot começa bem. Um bebé a nadar livremente no mar, uma música que prende a atenção. O recurso ao novo mito urbano, de que vivemos em caixas, deslocamo-nos em caixas, trabalhamos em caixas. E nós queremos libertar as amarras. Queremos ser livres. Livres!
Compremos, então, uma televisão.
Sim, faz todo o sentido.
…

xkcd.com
Aguardo a minha vez na fila do supermercado quando observo um homem especado perante uma prateleira. Pensos higiénicos. Mais um homem em apuros a tentar deslindar qual a melhor opção. Evax é a marca mais anunciada na TV, deve ser a melhor. Ainda por cima, elas parecem sempre tão divertidas! Mas, no meio de tantos pacotinhos coloridos, cada um com as respectivas gotinhas, o que escolher? Cotton Like, Fina e Segura, sem abas, com abas, Super, Super Plus, Maxi, Tanga, Light, Maxiplus, Salvaslip?
Se quiser preservar a sua integridade física, não escolhe nada que diga Super, a não que a sua companheira tenha pedido expressamente. Um típico excesso de zelo masculino. Afinal, queremos um penso, e não uma fralda!
Questiono-me o que irá na cabeça do moço. Para assegurar que não se engana – as mulheres, principalmente menstruadas, não perdoam – faz uma chamada para confirmar. É mesmo normal que queres? pergunta, atrás de mim. Não se brinca com o único animal que, todos os meses, sangra uns quantos dias seguidos e sobrevive sempre.
Se fosse verdadeiramente perspicaz, levava o pacotinho e um chocolate. A não ser que namore com uma feminista extremista que não goste de doces, claro. Mas o homem é, tipicamente, monotask. Pelo menos nas coisas que não lhe interessem particularmente. Falemos de carros e a coisa muda de figura. Mas só percebi isso quando chamei jeep a um crossover. Sacrilégio!! Ou então, quando me perco no meio de tantas combinações de letras e números no que diz respeito a motas.
Conclusão: os pensos estão para os homens assim como o mundo automobilístico está para as mulheres.
E depois não digam que nós é que complicamos.

Pensando um pouco mais neste tema, surgem novas questões. De todos os grupos, acho que me integro naquele mais orientado para a comida. Considerando que ainda não tenho prole, acabo por direccionar os instintos maternais para quem me rodeia. O problema principal acontece quando estou rodeada pelo típico espécime não-é-preciso (NÉP).
O indivíduo NÉP deixa as nossas cabeças em água. Como se na vida só fizéssemos o que realmente é preciso. Nos dias de maior casmurrice, chega a insistir que não precisa de comer. Tentamos explicar-lhe a importância de dizer não, porque já não sabemos mais como lidar com tanta teimosia. Dizer não, não, não, nããããããoooo equivale a um insiste-mais-um-bocadinho-se-faz-favor-que-eu-até-gosto-do-miminho. Optar por um não + justificação plausível já significa que realmente não se está interessado na proposta.
Estas dinâmicas próprias têm muito que se lhe diga. Se insistimos, seremos chatas? Se não insistimos, é porque não estamos preocupadas? E vamos mantendo estes rituais.
Será que seria preciso? Preciso não era, mas não seria a mesma coisa.
Eu não gostava de ir ao cabeleireiro. Até que o Oleg me lavou o cabelo e tudo mudou.
(achei que devia partilhar…)

Divirto-me sempre que me questionam, porque se esquecem de uma outra alternativa: nem um nem outro. Clix, então? Cabovisão?
Resposta mais simples: RTP1, RTP2, SIC, TVI, Eurosport, BBC e RTP África. Net, muita net para sacar séries e não só.
TV? Passam semanas sem ser ligada. E acho que só tenho uma porque nos ofereceram como prenda de casamento…
Serei um bicho-raro? :mrgreen:
Motivos puramente científicos estiveram na base de um estudo empírico que conduzi durante a tarde do passado domingo e cujo sumário executivo será apresentado em seguida.
Objectivo:
Analisar o efeitos das bebidas alcoólicas no processo de socialização dos seres humanos
H1: As bebidas alcoólicas influenciam o processo de socialização dos seres humanos
H0: As bebidas alcoólicas não influenciam o processo de socialização dos seres humanos
Metodologia:
Num jarro largo, juntar morangos, 1 laranja, 1 maçã pequena com casca, um pau de canela, e várias colheres de açúcar amarelo. Deixar repousar até formar melaço. Juntar refrigerante de limão gaseificado e espumante, numa proporção de 1:4. Acrescentar um cheirinho de whisky ou de um bom licor e enfeitar o jarro com um pezinho de hortelã. Servir bem fresco. Quando a bebida estiver no fim, re-encher o jarro e continuar a servir sem cerimónias, até que estejam todos muito animados e as gargalhadas ecoem pela sala.
Resultados:
- A maior parte dos indivíduos mantiveram-se em redor do investigador, gabando a sua mestria numa tentativa de obter a fórmula secreta de tão afamado néctar dos deuses.
- Os indivíduos que consumiram a bebida oferecida apresentaram sinais notórios de euforia.
- Sono e uma ligeira dor de cabeça no dia seguinte.
Limitações do estudo:
- Foram usados apenas 5 jarros para uma amostra de 12 pessoas. A amostra não segue uma distribuição Normal, e alguns dos respondentes assinalaram a casa Não sabe/Não bebe, sendo que a taxa de resposta rondou os 58,3%. Foi usada uma amostra de conveniência, por ocasião de celebração de um aniversário.
Sugestões para pesquisa futura:
- Seria relevante repetir este estudo numa amostra aleatória de maior dimensão representativa do universo.Para além disso, poderia ser útil testar as hipóteses apresentadas com uma metodologia diferente, com recurso a sangria branca ou sangria de tinto.
Conclusões:
As bebidas alcoólicas são, de facto, um elemento fundamental no processo de socialização dos seres humanos. Para participar com sucesso neste processo, o ser humano tem duas alternativas: ou bebe ou embebeda. Poderá, eventualmente, assumir as duas posições, mas apenas em prol da ciência e da investigação científica.
(ai, a minha cabeça…)
Ainda estavamos na molenguice habitual das manhãs de domingo, quando me diz que era domingo de ramos. Domingo do Ramos? Mas o que é que o teu colega fez de tão importante? Não! Dos Ramos! É domingo dos Ramos todos! Ah, pronto. Se calhar, também há o dia dos grilos, afinal o bicharoco também tem direito à vida.
Numa tentativa pseudo-pedagógica, lá me explica que puseram uns ramos não-sabe-de-quê, quando Jesus chegou lá aquele sítio. Mas e os ramos eram para quê? O Jesus distraiu-se e sujou as xanatas? Algum cão desavergonhado? Algum dono mal-amanhado, que não levou o saquinho? Não! Era por causa do pó!
Fiquei, de repente, mais culta do ponto de vista religioso. Só me falta saber porque é que resolveram comer ovos de chocolate… não derretiam, com o calor que se faz sentir por lá?
mãe
vo mandar-te um meil duns fulanos k tavam a olhar pa mim otro dia.
Q
e os fulanos mandaram um mail pa ti?
tu ve la
mãe
kual é o teu meil?
Q
xxxx@gmail.com
ou então giraça2009@hotmale.com
mas manda antes pro 1º
(depois de receber a foto…)
:D
eles na tavam a olhar pa ti
mãe
xigou alguma coisa?
Q
tavam a olhar pa mim, q tava ao teu lado!!!
e tu tiraste a foto
só n percebo é pq n aparecia
mãe
Nem mais…
Q
*apareci
va la n teres feito um filme em vez de foto…
:P
mãe
o asterisco ker dizer ukê?
Q
ker dzer q me enganei a escrever e tou a emendar
na queria dizer aparecia mas sim apareci
mãe
Ahh. Só tipos assim é que olham pa mim… já tô farta nem sei k fazer para os afugentar!

(e é assim a minha mãe. professora. fala no chat. tem um blog. na crista da onda, quando está quase a fazer mei sécle, segundo palavras da própria.)
(Nota para os mais sensíveis: este post contém conversa de WC.)

O Público acaba de noticiar que o ácido sulfídrico, presente nos ovos podres e responsável pelo seu odor característico, pode ajudar a curar a impotência.
Estou mesmo a ver… Qual perfume afrodisíaco carregadinho de feromonas qual quê! Já imagino os escaparates… o Eau de Cologne Esgote (com pronúncia francesa, pois claro), para que o homem nunca se esgote. E pronto. Se por acaso tiverem o infortúnio de soltar um peidinho, digam que é para os estimular.
(Eu avisei. Pelo menos não houve nenhum trocadilho com a palavra bilha.)

Adjectivo
ressabiado, aquele que ressabia;
Sinónimos
melindrado, ressentido, magoado.
Deixei-me dormir durante o filme. 2 ou 3 vezes. É uma obra-prima: para quem sofre de insónias e aprecia um conjunto exagerado de clichés, bem ao género Sexo e a Cidade mas sem a parte fútil.
A Vicky começa bem, mas desde que entra na fase da ilusão/dúvida perdeu-se completamente. Como é que uma mulher cheia de certezas se torna, de um momento para o outro, depois de alguns copos de vinho e uma queca no jardim, numa adolescente de 13 anos? A beleza da história até podia estar aí, mas a actriz não convence. E quanto ao argumento? Apaixonada e insegura, um pouco indecisa, sente-se presa ao noivo, mas só pensa no espanhol. Não corre atrás dele por causa da amiga Cristina e porque tem casamento marcado, com o homem da sua vida. Não é estranho que uma mulher com este tipo de inseguranças tenha um desempenho sexual acima da sua média com o noivo? Há pancadas para tudo. Mas estas parecem-me pouco coerentes.
Depois, Cristina, uma leoa insaciável transforma-se num gatinho com a presença de Maria Elena. Quando entra na sua fase de dúvidas, também perde em personalidade. Despede-se e rompe o trio como se fosse só ali comprar tabaco, ai tenho que pensar, a culpa não é vossa, tem tudo a ver comigo.
Penélope Cruz arrebata o óscar de melhor actriz secundária por fazer um papel que, estou certa, mais de 90% de mulheres espanholas conseguiriam desempenhar: desequilibrada, histérica, berrando como uma mulher latina. Definitivamente, a América virou-se para o multiculturalismo.


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