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Vamos só ali às Caldas ver a moça a cantar. Voltamos já.
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Nota posterior:
O CCC (vulgo, sala de concertos das Caldas) encheu para recebê-la. Fomos surpreendidos pela sala em si: um espaço para jantar muito in, parque de estacionamento coberto e um auditório amplo e com boa acústica. Tudo isto por €7.5, preço de estudante. O concerto foi muito bom, um dos melhores que vi ultimamente. Mas eu sou um pouco suspeita… acho sempre que os artistas portugueses têm um carinho especial pelo público.
Quanto à Rita, as suas músicas são boas, melhores ainda ao vivo, principalmente porque a moça tem garra. E, a julgar pela tensão masculina que havia no ar, ficou provado que não há necessidade de se ir regularmente à Wink: basta ter atitude.
Um post um cadinho atrasado, dado que o concerto ocorreu no passado dia 18 de Outubro, mas mesmo tarde não poderia deixar de fazer uma breve referência a estes músicos – de referência.
Descobri a Deolinda quando andava à procura de música nova para animar as muitas horas que passámos a conduzir durante a road trip. Qualquer nome desconhecido que encontrava era motivo mais do que suficiente para gravar um CD.
Deolinda foi uma surpresa muito agradável. Conhecem aquela sensação, cada vez mais rara, de ouvir um álbum pela 1ª vez e sentirem que cada música é sempre diferente? Deolinda é assim – letras inesperadas, escritas por alguém que sem dúvida tem um dom, melodias que não se esquecem e, claro, uma voz inigualável… E está tudo em família: Pedro da Silva Martins, o seu irmão Luis José Martins (guitarra), sendo ambos primos de Ana Bacalhau (vocalista), que por sua vez é casada com o José Pedro Leitão (contrabaixo).
No palco, transparece não só o entusiasmo de quem faz aquilo que gosta mas a vontade de não sair dali – fez-me recordar o concerto dos Silence 4 no Pavilhão Atlântico (sim, há milhões de anos luz atrás), em que repetiram algumas músicas, só porque o repertório era ainda curto e o público pedia mais…
Continuo viciada! E recomendo vivamente – passem pelo site, onde podem comprovar a qualidade por vocês próprios…
Agora, ouvi-la com atenção, depois desta fase que está a terminar, contigo no sofá a apanhar os acordes (que, já agora, são tão simples que até eu conseguiria tocar), faz-me sentir renascida, com forças renovadas. Há músicas assim… Há dias assim… :)
Is hiding the words that don’t come out
And all of my friends who think that I’m blessed
They don’t know my head is a mess
No, they don’t know who I really am
And they don’t know what I’ve been through like you do
And I was made for you…
Mas, esperem! Alto e pára o baile! Este ano é diferente! Depois de conhecer o programa do Rock in Rio senti-me um pouco mais jovem…! Senão vejamos:
30 Maio > Lenny Kravitz, Ivete Sangalo, Paulo Gonzo – Conheço todos!
31 Maio > Bon Jovi, Alejandro Sanz, Alanis Morissette, Skank – Idem!
1 Junho > Rod Stewart, Joss Stone, Xutos & Pontapés – Idem ibidem!
5 Junho > Metallica, Apocalyptica, Moonspell – Uhhhuuhhh, é a loucuuuraaaa!!
6 Junho > The Offspring – Naaaannaaannaaa naaa naaaa, diz-vos alguma coisa?!
E ainda estes: Lúcia Moniz, João Gil, Tito Paris, Expensive Soul, Sara Tavares, Ala dos Namorados, Rão Kyao, Boss AC, Vitorino, Tim, Jorge Palma, Buraka Som Sistema, Clã !!!
Creio ter conseguido transmitir a minha excitação – pelo menos esforcei-me por usar e abusar dos pontos de exclamação. Não é todos os dias que se rejuvenesce, pelos menos, 10 anos.
[passados 4 minutos...]
Bom, talvez tenha exagerado. É, apenas, um concerto para malta da burguesia, tão ou mais cota do que eu – que até tem a possibilidade de assistir aos concertos numa zona VIP (200 Eur), através de um plasma, enquanto bebe um copo e não suja os sapatos com poeira. O bilhete duplo foi a prenda de Natal escolhida por algumas empresas de consultoria para os seus empregados.
Depois de pensar um pouco percebi que a estratégia de marketing agressivo tem o efeito contrário e torna-me resistente. Para onde quer que me vire, vejo alusões a este festival. E prenuncio alguns pesadelos… Estou sentada no meu Yaris, de cuecas Sloggi vestidas com um “Eu vou” estampado no meu traseiro, e canto “Ahhhh, bébé acende o meu fogo!” (com a respectiva caixa de Control Rir no porta luvas), enquanto ligo a ignição: Parque da Bela Vista aqui vou eu!
Bah. Que desilusão.
O meu ano de 2006 foi assim…
Janeiro – Preparativos para compra de habitação própria
Fevereiro – Inicío do 2º trimestre de aulas e continuação dos preparativos
Março – Decisão e início dos preparativos para o casamento
Abril – Aquisição de habitação própria
Maio – Tornar a habitação própria num lar habitável com níveis de conforto elevados
Junho – Casamento
Julho – Término da fase curricular do mestrado
Agosto – Viagem a Londres
Setembro – Road trip to Croatia
Outubro – 1/4 de século de vida celebrado
Novembro – Início da tese de mestrado
Dezembro – Término de 2 anos de laboração intensiva em TI
2007, venha ele!!









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