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Como não é fácil encontrar fotos actualizadas deste maquinão com as cores de 2010, deixo aqui um gostinho para os aficionados.

Linda, não é? :)

green day lisbon 2009

É um facto, estou rendida.

(Sum-up do concerto aqui e fotos oficiais aqui.)

green day

9 anos depois, 3 horas de concerto.

Hoje.

Será que ainda temos idade para isto?

20090429 - Fiordes da Noruega 604

Dado o elevado número de pesquisas que cá chegam sobre a Noruega, decidimos actualizar os posts antigos com alguns detalhes da viagem: aqui, aqui, aqui e aqui.

À hora do almoço um abelhão envolveu-se numa blusa molhadinha, acabada de estender, como se procurasse um edredão refrescante.

Ao lanche, o meu cesto das molas tem esta visita.

Gosto mesmo de ter tempo para reparar neste tipo de coisas.

20090805 - Barcelona dia 4 (21)

Devido aos mais variados traumas de infância que serão abordados num outro post, desenvolvi aquilo que se chama de síndroma de Espanha-nem-bom-vento-nem-bom-casamento. Barulhentos, sem modos, gastronomia duvidosa, cidades em tons de tijolo, enfim… um viva à dinastia de Bragança, que nos salvou do jugo Filipino.

Mas depois fui a Barcelona. E apaixonei-me pelo modernismo catalão. E só posso concluir que, Barcelona não é Espanha… Barcelona é Catalunha! Só assim consigo evitar a minha própria dissonância cognitiva.

Hei-de lá voltar, para assistir a um concerto no Palau de Música Catalana, para provar todos os sumos do Mercado da Boquería, para me voltar a perder no Parc Güell, para mais uma vez pernoitar no Silken Diagonal junto à torre Agbar em plena semana do International Gay and Lesbian Festival in Barcelona , e para descer de novo o teleférico desde Montserrat.

Tarifas da Vueling, venham a mim!

para voltar a pernoitar no Silken Diagonal junto à torre Agbar, em plena semana LGT. International Gay and Lesbian Festival in Barcelona

20090429 - Fiordes Noruega4

De Bergen seguimos para Flåm de ferry, pelo Sognefjord (dizem eles que é o fiorde dos sonhos e não estão muito longe da verdade). Eu queria muito ir ao parque nacional de Jostedal, para escalar o glaciar. Mas este tipo de actividades só se realiza no verão, pelo que acabámos por desistir da ideia (até porque nos pareceu complicado alugar um carro naquelas bandas e o Bus também não estava a funcionar).

Mas a chegada a Flåm fez-nos esquecer tudo o resto! Uma típica cidadezinha, onde tudo parece ter sido pensado ao pormenor. Ficámos alojados por duas noites na pousada de juventude, uma das mais bonitas onde já estivemos, com direito a vista para as cascatas e tudo! Conhecemos um casal de franceses que mal saía da sala de estar (por estar sempre a chover, diziam eles) e um casal de australianos vindos de UK que estavam no início de uma viagem de 3 meses pela Europa.

De facto, a chuva miudinha era muito frequente, mas alternava com o sol. Ou seja, o ideal era decidir sair quando está a chover, porque muito em breve o tempo iria melhorar.

No dia seguinte, fomos até Gudvangen de ferry pelo Nærøyfjord, um dos fiordes mais estreitos (daí o narrow no nome). Nem tenho palavras para descrever este percurso… é, sem dúvida, um dos mais bonitos.

Regressámos a Flåm de autocarro, por ser mais económico. Da parte da tarde, fizemos uma caminha até chegarmos junto à cascata maior, a Brekkefossen. Lá de cima, ainda tivemos a sorte de avistar um arco-íris fenomenal!

No último dia, ainda fomos fazer uma outra caminhada em Flåm, antes de apanharmos o comboio para Oslo. O primeiro troço do percurso, até Myrdal, é conhecido por Flåmsbana e é de cortar a respiração. Em Myrdal nevava, e a paisagem branca foi uma constante na primeira hora do percurso para Oslo.

Que saudade que eu já sinto…

20090429 - Fiordes Noruega3

De Stavanger, apanhámos novo vôo para Bergen, a cidade da chuva. Curiosamente, quando chegámos ao início da manhã estava bastante sol e calor, pelo que aproveitámos para tirar bastantes fotos, nomeadamente da vista da cidade, após termos subido ao monte Floyen de funicular.

Ficámos alojados no Klosterhaugen Guesthouse, bem junto ao centro da cidade. O dono é bastante simpático e esteve algum tempo a conversar connosco, os primeiros portugueses que albergava. O maior senão é ter uma casa de banho partilhada, o que pode gerar alguns conflitos com clientes mais ansiosos. Estava tudo impecável e é notório que o Kristian gosta de receber pessoas em sua casa: todos os pormenores estão pensados, desde a chaleira eléctrica de chá no quarto, à variedade de pacotinhos de chá e café, loiça, champô, gel de banho, espuma de barbear, detergente para que possamos usar as máquinas de lavar e secar roupa… enfim, é quase como se estivéssemos na nossa própria casa.

No dia seguinte fizemos a excursão Hardanger in a nutshell. Estávamos muito indecisos entre alugar um carro ou fazer a excursão, dado que a segunda não nos dá a flexibilidade que gostamos de ter. No entanto, a agência fechava às 16 horas, pelo que seria impossível visitarmos tudo. As paisagens são indescritíveis, por onde quer que passamos é impossível não nos apaixonarmos pelo que vemos!

Quando regressámos apanhámos uma bruta molha, com granizo e tudo! Mas passar por Bergen e não apanhar chuva, é como ir a Roma e não ver o Papa… Algumas informações adicionais sobre Bergen aqui.

20090429 - Fiordes Noruega2

Preikestolen era a nossa cereja em cima do bolo. De Oslo apanhámos um voo interno da SAS para Stavanger. Ficámos admirados com as tarifas: viajar de avião não é muito mais caro que viajar de comboio, sendo que na 1ª opção demorámos 1 hora e na 2ª demoraríamos cerca de 8 horas.

Stavanger é uma cidade portuária com muito pouco para ver. Ficámos alojados nos apartamentos Karlsminnegate, a cerca de 10 minutos de distância a pé (com mochilas e a subir, mais parece meia hora…) desde a paragem do Flybussen. Gostámos muito deste alojamento: num local muito calmo e com toda a logística necessária, nomeadamente para preparar a refeição para o dia seguinte. Durante a tarde ainda fomos visitar a cidade. Como é pequena, foi complicado encontrar um supermercado aberto, pelo que optámos por fazer compras no 7 Eleven do centro e comprar jantar num restaurante Thai: Chicken Kung Pao e sopa de brócolos feita em casa.

No dia seguinte, logo pela fresquinha, fomos apanhar o ferry para Tau, onde teríamos que apanhar o autocarro para Preikestolen. Nesta altura do ano há apenas uma partida de manhã e um regresso à tarde e apenas ao domingo, pelo que não podíamos bobear…

Fizemos uma longa caminhada de 3 horas! Por entre barrocos e quase sempre a subir, fomos percorrendo os quase 4 km de distância, com o objectivo de chegar ao púlpito. Os receios de chuva, neve, água, caminhos mal sinalizados, etc., desapareceram num ápice. E estarmos rodeados de natureza selvagem foi, em si, uma experiência inesquecível.

Ao chegar ao topo, fizemos como as outras dezenas de maluc… err… turistas e sentamo-nos junto ao precipício. Asseguro que as fotos são bastante mais assustadoras do que estar ali sentada naquela paz imensa. Depois de despachar as nossas sandes e muffins de chocolate, decidimos regressar, dado que nos esperavam mais 3 horas de caminhada e um autocarro para apanhar. Não andámos com pressa, mas também não dá para molengar. É chegar, ir, estar lá uns 40 minutos e regressar com calma.

Nesta área, também seria interessante fazer um passeio de ferry pelo fiorde Lyseboth. Existe uma outra localidade com uma pedra suspensa no ar, cujo nome não me recordo, que embora não tenhamos ido (transporte só no verão), recomendamos vivamente.

massagem

Como não todos os dias que temos uma mãe a celebrar a sua entrada no meio século, nada como preparar convenientemente a respectiva saída da casa dos 40 com uma massagem profissional. E, como também não é todos os dias que se tem uma filha a oferecer um presente deste gabarito, nada como partilhar o momento.

Recomendamos, porque gostámos mesmo muito. Tencionamos repetir, assim que ganharmos o 1º prémio do Euromilhões. Senão, que seja quando eu própria chegar aos 50… ou quando a minha mãe chegar aos 100…

nationalgeographic1

Não nos pagam nada por isto, mas deviam… Só para alertar que quem assinar a National Geographic por 1 ano recebe um voucher de 2 noites para passar uma bela estadia numa Pousada de Portugal! São €35,70 pela assinatura, e já inclui o voucher, com validade até 31 de Março.

O nosso chegou hoje mesmo e a reserva já cá canta! :)

20090227-ski-na-serra-da-estrela-046-1

Béjar deixou-nos com apetite para mais neve. A Rita falou-nos na hipótese da Serra da Estrela e nós questionámo-nos… porquê ir para Espanha quando temos boas condições a 2 horas e picos de distância? O Dio tirou a 6ª feira, sob pretexto de um sábado que foi passado na intensa labuta, e lá fomos nós. Motivados, não só alugámos material completo como pedimos 2 horas de aulas. Se é para aprender, mais vale não ficar a chorar o dinheiro… Já tínhamos tentado por nós próprios em Pas de La Casa e o resultado não foi muito bom.

A manhã foi para a habituação aos skis. Alguns trambolhões mas nada que me demovesse. Estou segura que vou gostar de andar por aí a deslizar, nem que para isso tenha que passar por uma fase de nódoas negras.  Depois do almoço, vieram as sessões pedagógicas. Sim, porque não posso falar em andragogia quando eu parecia uma miúda de 12 anos numa aula de educação física.

O primeiro instrutor, foi 5 estrelas. Se lá forem, peçam para ter aulas com o Nuno Robalo. Subimos pelos meios mecânicos para descermos uma pista verde. Com uma ou outra queda minha, mas lá fomos. Quanto ao meu par, só se espalhou quando, montado no saca-rabos, resolveu olhar para trás para ver como eu me estava a sair. Viu-me estatelada no chão e, como marido solidário que é, quis partilhar o momento comigo. :)

Na hora seguinte, mudámos de instrutor. E, se não souberem mesmo nada da arte de esquiar, nem pensem em ter aulas com o tipo meio careca com ar de quem chuta p’ra veia (não me deixaram escrever o nome dele… mas se tiverem mesmo muita curiosidade, enviem-me um mail sem o D saber), porque senão estão bem tramados. Esperem uma sessão de berros, tipo aula de educação física no 6º ano com um professor mal formado, que vos trata como se tivessem 5 anos e fossem uns falhados. Para não alongar o discurso sobre esta parte menos feliz do dia, digamos que me recusei a continuar a aula naquelas condições. Armou-se em sonso, não tivemos pachorra e fomos re-haver o dinheiro da aula.

O final do dia estava a chegar e fomos acalmar os ânimos para a pista da Torre… mas com as pás! Ah! Agora sim, falamos de diversão a sério!

E assim, sem tirar nem pôr, mais um item da lista riscado: Escorregar com as palas resbaladeras se o ski não correr bem. Para o ano há mais.

:)

Eu digo-lhe que é coisa para adolescentes com borbulhas. Pergunto-lhe se está com uma crise de meia-idade fora do tempo. Digo-lhe que está doido. Que não tenho tempo para o visitar aos cuidados intensivos. De forma vincada, afirmo a pés juntos que nunca mudarei de ideias.

Mas ele insiste. Insiste, insiste, insiste. Persiste. Não muda de ideias. Os meses passam. Anos. E mesmo assim, de vez em quando, pergunta se pode. E eu digo que sim. Que por mim pode. Mas ele sabe que aquele sim é mais um não, acompanhado de um não vale a pena insistires mais. Mas ele é persistente, e sabe que água mole em pedra dura…

Até que há um dia em que vacilo. Arrependo-me no momento seguinte, mas já é tarde demais. Penso que talvez até tenha razão. Como um miúdo, apanha-me a fraqueza e não me larga mais. Começo por falar nisso com os meus colegas. E alguém me diz… se é algo que o vai fazer sentir-se verdadeiramente feliz, porque o contrarias? Porque tenho receio. Confia. Faz um pacto. Ele tem que se comprometer. E tem que ter juízo. Juízo. Eu confio. O problema é o excesso de confiança. Dele. Por achar que o mundo é ceteris paribus.

Mas eu confio. E começámos o processo de decisão de compra. E eu ainda nem acredito que me deixei levar. Mas, aqui só entre nós, que ninguém nos leia… acho que vai valer a pena andar de coração acelerado.

:)

20081208-praga-152

Tenho uma relação amor-ódio com o café. Adoro o seu aroma e o sabor encorpado, mas… é areia demais para o meu camiãozinho e, como fico de tal modo acelerada, com o coração literalmente aos saltos, opto por evitá-lo. Quando era nova (!) e fazia noitadas (para estudar para os exames, claro), apostava no chá preto, a escaldar, sem açúcar e com uma pinga de leite.  Se precisasse de muita inspiração, fervia o chá com uns quantos cardamomos e cravinhos.

Nos últimos tempos optei por cortar com a cafeína por completo. Mas não consigo dizer que não a algumas bebidas em ocasiões especiais… Quando estivemos em Praga, descobrimos uma coffee-shop impossível de resistir, cujo nome não engana: Coffee-heaven. E todos os dias, saíamos na estação Mustek, mesmo junto à Praça de Venceslau, para nos deliciarmos com novos aromas. Um dia foi uma mistura de café, leite, chocolate branco e gengibre, noutro dia o acompanhamento de cardamomo, cravinho e canela… O outro guloso escolhia café com leite, caramelo, natas, chocolate… Mmmmmmm… Blueberry muffins, torradinhas integrais com sementes de sésamo e queijo de cabra, folhados de morango… Mmmmmmm…

Para matar saudades, hoje preparámos algo que nos aquecesse a alma. Duas colheres bem cheias de mistura de cereais (cevada, centeio e chicória) ou café para os corajosos, uma pitada de gengibre em pó, 1 colher de sobremesa de caramelo líquido e açúcar a gosto. Bater com uma colher de leite até formar uma pasta homogénea. Juntar àgua a ferver e leite bem quente até 2/3 de um copo alto. Encher o remanescente com chantilly e vermicelli de chocolate. Beber de preferência com uma companhia doce, que aqueça o coração… :)

estamos a quantos?

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