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Béjar deixou-nos com apetite para mais neve. A Rita falou-nos na hipótese da Serra da Estrela e nós questionámo-nos… porquê ir para Espanha quando temos boas condições a 2 horas e picos de distância? O Dio tirou a 6ª feira, sob pretexto de um sábado que foi passado na intensa labuta, e lá fomos nós. Motivados, não só alugámos material completo como pedimos 2 horas de aulas. Se é para aprender, mais vale não ficar a chorar o dinheiro… Já tínhamos tentado por nós próprios em Pas de La Casa e o resultado não foi muito bom.

A manhã foi para a habituação aos skis. Alguns trambolhões mas nada que me demovesse. Estou segura que vou gostar de andar por aí a deslizar, nem que para isso tenha que passar por uma fase de nódoas negras.  Depois do almoço, vieram as sessões pedagógicas. Sim, porque não posso falar em andragogia quando eu parecia uma miúda de 12 anos numa aula de educação física.

O primeiro instrutor, foi 5 estrelas. Se lá forem, peçam para ter aulas com o Nuno Robalo. Subimos pelos meios mecânicos para descermos uma pista verde. Com uma ou outra queda minha, mas lá fomos. Quanto ao meu par, só se espalhou quando, montado no saca-rabos, resolveu olhar para trás para ver como eu me estava a sair. Viu-me estatelada no chão e, como marido solidário que é, quis partilhar o momento comigo. :)

Na hora seguinte, mudámos de instrutor. E, se não souberem mesmo nada da arte de esquiar, nem pensem em ter aulas com o tipo meio careca com ar de quem chuta p’ra veia (não me deixaram escrever o nome dele… mas se tiverem mesmo muita curiosidade, enviem-me um mail sem o D saber), porque senão estão bem tramados. Esperem uma sessão de berros, tipo aula de educação física no 6º ano com um professor mal formado, que vos trata como se tivessem 5 anos e fossem uns falhados. Para não alongar o discurso sobre esta parte menos feliz do dia, digamos que me recusei a continuar a aula naquelas condições. Armou-se em sonso, não tivemos pachorra e fomos re-haver o dinheiro da aula.

O final do dia estava a chegar e fomos acalmar os ânimos para a pista da Torre… mas com as pás! Ah! Agora sim, falamos de diversão a sério!

E assim, sem tirar nem pôr, mais um item da lista riscado: Escorregar com as palas resbaladeras se o ski não correr bem. Para o ano há mais.

:)

logo_emac

Nos últimos dias, só via este logótipo à frente. Em tom de brincadeira, havia quem me dissesse que era um sinal. E eu pensava… sim, pode ser um sinal dizendo que ía de carrinho, ou melhor, de camião do lixo, ou como diz a malta jovem ía c’os porcos... Que belas associações, estou inspirada, não há dúvida! A verdade é que o e-mail chegou. Há minutos. E começava por dizer “Congratulations!” Paper aceite. Ethical consumption, aqui vamos nós! Directos para a conferência mais importante da Europa. EMAC. Para mim, que sou um grãozinho de areia, a competir com cromos de todo o mundo. A responsabilidade é grande. Sinto-me assim a dar para o esmagada.

Gulp!

Uma das grandes vantagens dos blogs é dar conhecimento de realidades distintas da nossa. No entanto, quer me parecer, que a maior parte das pessoas lê blogs com os quais se identificam, resumindo-se à sua própria realidade. De vez em quando, aparece alguém a querer abordar os dois lados da questão, ou pior, com com um ponto de vista diferente. E os comentários surgem. Alguns insultos disfarçados, ironia aos magotes, elogios envenenados, verdades ditas sob o argumento da tão badalada assertividade, mas que na maior parte das vezes roça a falta de educação. Senti isto na pele sempre que discutia o referendo ao aborto. Ninguém percebeu a minha posição, nem de um lado nem do outro. Cada um dos lados estava mais preocupado em aclamar ou destruir. Construir? Juntar o melhor de várias perspectivas? Nah, isso dá muito trabalho.

Para mim, significa que não temos o hábito de trocar ideias sobre um determinado tema. Argumentar. Contra-argumentar. Para aprender qualquer coisa no processo. Ou pela pura diversão da argumentação. Muita gente considera que alguém que não partilhe da sua opinião está a desferir um ataque pessoal. Ou que é míope. Ou que é mais um velho do Restelo. Toma lá um rótulo e não me chateio mais contigo. Adeus dissonância cognitiva. E estou de regresso ao meu pequeno mundinho.

Um sociólogo com mais de 50 anos, barba e cabelos brancos, dizia-nos há dias numa aula, que nunca lhe passou pela cabeça ir ao cinema para sair de lá bem disposto. Mamma mia? Por amor de Deus, que chachada. Para além disso, nem no meu tempo ouvia ABBA! Falem-me de Led Zeppelin e começamo-nos a entender!

A audiência ficou chocada. Como é possível não gostar do Mamma Mia? Como é possível afirmar que se gosta de ver filmes que dêem que pensar? E que, no tempo dele, um filme era motivo de discussão durante mais do que uma semana?

Lembrei-me deste sociólogo quando vi o Slumdog Millionaire. Antes de ganhar aversão ao filme, apressei-me a vê-lo. Geralmente, quando oiço falar tanto de um determinado filme crio um certo tipo de defesas, tipo Casei imunitas, que me protegem desse blockbuster. Curiosidade aguçada, o tio Óscar premiou o filme, vamos lá ver do que se trata.

Início semelhante à Cidade de Deus. Dou o benefício da dúvida. Passados alguns minutos, começo a achar que afinal é um filme que tenta mostrar alguma dureza dos bairros de lata da Índia. Mas quando acaba, sabe-me a pouco. É um filme comercial, que sem a história de amor não seria tão aclamado. O povo gosta de acreditar que, apesar de todas as adversidades da vida, existem seres que são capazes de serem mais fortes e continuar a acreditar nalguns valores máximos como o amor e a honestidade. Jamal é assim. O seu  irmão é a antítese. Por isso morre, minutos depois de se mostrar arrependido ao ajudar Latika, o amor da vida de Jamal, a fugir das garras do mafioso que controla a região. E o amor vence. E o filme até acaba com as típicas danças indianas de Bollywood.

Podia ser um filme com o alcance e força que têm os filmes de Fernando Meirelles. Mas não o é.  Não é um filme  cru. É um filme para acompanhar com pipocas, sorrir e continuar a viver alegremente. O que não é mau de todo. Mas se nos prendemos demasiado a isto, qualquer dia deixamos de pensar e de questionar o que nos rodeia. E acharemos que a vida é um musical. Ou pior, uma telenovela.

Finalmente. Depois da piroseira que é o dia dos namorados, a cereja em cima do bolo vem com o Carnaval. Quando era miúda, mascarava-me a preceito. Mas recordo-me que era uma questão de comparabilidade, em que se eu não estivesse mascarada parecia que não estava divertida. Na realidade, aquilo era um fardo para mim. Seja a dama antiga ou a fada em tamanho XXL, em rosa-Alzheimer-piroso-que-eu-até-gosto, máscaras não combinavam comigo. Se pudesse, teria feito como o meu Dio lindo, que certa vez, ainda na escola primária, fez uma composição dizendo que se tinha mascarado de pessoa normal. Completamente na vanguarda, levou com vários pontos de interrogação. Vermelhos. E todos eles pouco vanguardistas.

Afinal, o carnaval não é criatividade? Afinal, qual o problema de se ser uma pessoa normal? Talvez nos outros dias não se sentisse normal, e naquele dia mascarava-se a rigor.

Acho tão cansativo andar pela rua e cruzar-me com dezenas de brancas de neve, homens-aranha ainda de fralda, ou pequenos Noddys, quase tão tontos como o original. E para quê? Para se gerar ainda mais desperdicio com roupas desnecessárias? Para encher as ruas de serpentinas? São mais felizes assim? Ou será porque é praticamente o único fim-de-semana do ano escolhido para passear ao ar livre em vez do típico centro comercial?

Depois é ouvi-los no Oceanário a chamarem de pinguins aos papagaios-do-mar ou bicho-feio ao peixe-lua. Ou lontras que passaram a ser focas. Passo acelerado junto aos cartazes explicativos, nós queremos é ver os tubarões. E os outros peixes também, já agora. Oh filha, já vistes? Aqui é o reino do polvo! E olha a pedra, tão limpinha que está!

E, com comentários tão sexistas como estes, recuamos umas dezenas de anos. Mas o importante é o trajezinho de princesa. O bâton. A maquilhagem à anos 80. É a cultura que temos. E o que fazemos com isto? Queixamo-nos da crise? E esquecemo-nos que parámos no tempo? Afirmamos que atingimos os nossos objectivos ao casar e ter filhos e que estamos satisfeitos em ser caixa num supermercado, por isso não precisamos de ter mais do que o 9º ano? Ou dizemos que a culpa é do Governo?

Irra. Tenho que varrer tudo o que está na braseira. E que seja antes que o coelhinho da Páscoa chegue.

Eu digo-lhe que é coisa para adolescentes com borbulhas. Pergunto-lhe se está com uma crise de meia-idade fora do tempo. Digo-lhe que está doido. Que não tenho tempo para o visitar aos cuidados intensivos. De forma vincada, afirmo a pés juntos que nunca mudarei de ideias.

Mas ele insiste. Insiste, insiste, insiste. Persiste. Não muda de ideias. Os meses passam. Anos. E mesmo assim, de vez em quando, pergunta se pode. E eu digo que sim. Que por mim pode. Mas ele sabe que aquele sim é mais um não, acompanhado de um não vale a pena insistires mais. Mas ele é persistente, e sabe que água mole em pedra dura…

Até que há um dia em que vacilo. Arrependo-me no momento seguinte, mas já é tarde demais. Penso que talvez até tenha razão. Como um miúdo, apanha-me a fraqueza e não me larga mais. Começo por falar nisso com os meus colegas. E alguém me diz… se é algo que o vai fazer sentir-se verdadeiramente feliz, porque o contrarias? Porque tenho receio. Confia. Faz um pacto. Ele tem que se comprometer. E tem que ter juízo. Juízo. Eu confio. O problema é o excesso de confiança. Dele. Por achar que o mundo é ceteris paribus.

Mas eu confio. E começámos o processo de decisão de compra. E eu ainda nem acredito que me deixei levar. Mas, aqui só entre nós, que ninguém nos leia… acho que vai valer a pena andar de coração acelerado.

:)

Abro o Expresso online e deparo-me com esta notícia: Bebida feita de urina de vaca é popular na Índia. E fico um bocado indisposta. Tão indisposta quanto quando penso que há quem tome banho com produtos à base de ureia. O mais curioso é que 99% das pessoas que o fazem nem imaginam o que estão a pôr na pele. Por isso pergunto… estes comportamentos que fogem à normalidade, partem de razões culturais ou da pura ignorância?

A matemática sempre foi uma chatice, porque nunca percebi a sua utilidade. Sei que a tem, mas nunca tive a sorte de ter um professor que não se limitasse a ensinar os exercícios do manual, sem qualquer aplicação prática. Em casa diziam-me que servia para estimular o raciocínio. E eu, a bem do meu futuro, lá fui gramando a matemática. Como sempre fui preguiçosa e ainda sou mais quando não tenho qualquer motivação, sempre carreguei nos ombros a responsabilidade de fazer a disciplina com algum brio, para não destoar muito.

No entanto, no meio de toda a matéria, nunca tive jeito para estatística. Algebra linear era o meu forte e dava uns toques no resto. Mas estatística… não ía lá nem com compota de morango. E se metesse probabilidades ainda pior. Na faculdade frequentei duas disciplinas semestrais de estatística, mais uma de análise de dados com SPSS. No mestrado, mais outra de estatística e outra mais de análise de dados. Para além disso, a minha tese seguiu uma abordagem quantitativa. Um enjoo, portanto.

Chego ao doutoramento e tenho dois dias inteiros de análise multivariada… E, pela primeira vez, consigo perceber a língua que se fala naquela sala de aula. Variáveis, constructos, escalas, items, componentes? Deixaram de ser a mesma coisa e consigo articulá-los no meu discurso. Não adormeço na aula. Resisto à tentação de navegar na net, no computador que está mesmo à minha frente. Participo e coloco questões.

Hoje é um dia memorável. Venham de lá os modelos de equações estruturais que estamos cá para os segurar pelas hastes (porque cornos não se diz e chifres soa ainda pior). Oh yeah!

letras

É um bocadinho irritante ler posts que se referem a pessoas como sendo uma letra. Assim, tal e qual nós fazemos. Chateia-me um bocado. Por isso, que fique registado em acta que o D não é de Daniel,  Diogo ou Dionísio. Ou Damião. Ou Diamantino. O D, ele próprio em carne e osso, diz que gosta de ser uma letra e, se é para deixar de o ser, que seja porque passará a ser chamado de Deolindo. Ou melhor, Dio lindo. Com sotaque italiano, pois claro. Já agora, o Q é de Cristina… e que seja Cristina com e, como Crestina, porque ninguém diz Criiiistina, mas com Q, porque com kapa é um bocado possidónio. E principalmente, porque tudo começou, há uns 9 anos atrás, numa sala de chat de mIRC, enquanto eu me fazia de cara e não respondia ao Deolindo. Ou melhor, ao Dio lindo.

Pronto. Depois deste esclarecimento, podemos retomar a sessão.

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Finalmente acabaram os posts sobre o dia dos namorados que pairavam pela blogosfera. No entanto, como ando meio desfasada, ainda me apetece lançar uns bitaites sobre o tema.

Não sei se por gostar de ser do contra, ou se porque durante a minha adolescência nunca recebi cartas anónimas declarando amor eterno, mas sempre fui avessa ao dia dos namorados. Porquê marcar um dia para namorar quando se pode (deve) namorar todos os dias? Hoje em dia são mais as pessoas que partilham esta opinião dos que as que assumem, deliberadamente, que festejam o dia do S. Valentim. E isso deixa-me numa situação desconfortável: não sei contra que grupo me hei-de posicionar.

É certo que é parolice festejar o dia, ainda por cima quando há mais uns quantos milhões de pessoas a festejar o mesmo que nós. Para além disso, o que se paga por uma estadia ou refeição nesse dia é realmente absurdo. Passear à beira-mar? É melhor ser noutro dia… Dá-me comichão ver tanta gente apaixonada na rua, assim de um momento para o outro. Parecem coelhos.

Por outro lado, também me parece que tanta aversão ao dia não é necessária. É um facto que se trata de um evento puramente comercial que apela ao consumismo com fins meramente lucrativos. E ainda por cima associado ao amor. E só por isso merece o nosso repúdio.

Mas só cai na ratoeira quem quer. Existem inúmeras manifestações de ternura que não implicam que se gaste um único tostão. E outras que apenas requerem meia dúzia deles. Então, porque não celebrar? Nesse dia, na véspera, no dia a seguir, passadas 2 semanas, todos os meses. Sempre. Sem que seja preciso um pretexto. Até porque há quem diga que amar faz bem ao coração.

De qualquer forma, por agora declaro encerrada a época mais pirosa do ano (e respectivas edições da revista Única, pois claro).

É assim que me sinto: como uma garrafa vazia. Ou como uma laranja espremida. Desde 2ª feira que acordo às 6h30 e vou para a faculdade, preencher o meu dia com aulas intensivas de tudo e mais um par de botas. E chegada esta hora, só me apetece um banho quente, uma sopa, o meu pijama e enroscar-me no sofá, com uma manta e o saco de água quente. Sim, porque eu sou antiquada e ainda uso dessas coisas. Ontem comecei a escrever sobre o vizinho que me desejou um dia feliz, hoje lembrei-me de falar um pouco sobre como têm corrido estes dias. De qualquer forma, à parte da minha tentativa de integração das colegas chinesas – que passaram o almoço a falar chinês, ignorando por completo a minha existência – não há nada de muito interessante para contar.

O que me lixa é que passo o dia com as ideias a fervilhar de tal forma que me sinto capaz de fazer 3 teses no prazo de 1 ano. Mas ainda falta 1 semana e meia.

Quero a minha qualidade de vida de volta, sff.

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Tenho uma relação amor-ódio com o café. Adoro o seu aroma e o sabor encorpado, mas… é areia demais para o meu camiãozinho e, como fico de tal modo acelerada, com o coração literalmente aos saltos, opto por evitá-lo. Quando era nova (!) e fazia noitadas (para estudar para os exames, claro), apostava no chá preto, a escaldar, sem açúcar e com uma pinga de leite.  Se precisasse de muita inspiração, fervia o chá com uns quantos cardamomos e cravinhos.

Nos últimos tempos optei por cortar com a cafeína por completo. Mas não consigo dizer que não a algumas bebidas em ocasiões especiais… Quando estivemos em Praga, descobrimos uma coffee-shop impossível de resistir, cujo nome não engana: Coffee-heaven. E todos os dias, saíamos na estação Mustek, mesmo junto à Praça de Venceslau, para nos deliciarmos com novos aromas. Um dia foi uma mistura de café, leite, chocolate branco e gengibre, noutro dia o acompanhamento de cardamomo, cravinho e canela… O outro guloso escolhia café com leite, caramelo, natas, chocolate… Mmmmmmm… Blueberry muffins, torradinhas integrais com sementes de sésamo e queijo de cabra, folhados de morango… Mmmmmmm…

Para matar saudades, hoje preparámos algo que nos aquecesse a alma. Duas colheres bem cheias de mistura de cereais (cevada, centeio e chicória) ou café para os corajosos, uma pitada de gengibre em pó, 1 colher de sobremesa de caramelo líquido e açúcar a gosto. Bater com uma colher de leite até formar uma pasta homogénea. Juntar àgua a ferver e leite bem quente até 2/3 de um copo alto. Encher o remanescente com chantilly e vermicelli de chocolate. Beber de preferência com uma companhia doce, que aqueça o coração… :)

bifes

Nos dias que correm, o inglês é uma língua cada vez mais global, disso não tenho dúvidas. É o meu segundo idioma – para além disso só arranho um pouco o castelhano e gostava de aprender francês decentemente. Se encontro alguém que não fale nem português nem inglês a comunicação pode tornar-se complicada. Mas com boa vontade, tudo se consegue…

Já passei por situações muito caricatas, em que tentámos comunicar com gestos e sorrisos e, mal ou bem, lá nos entendiamos. Foi assim na Croácia e na Eslovénia. Na Alemanha, numa estação de serviço, as senhoras que nos serviam o almoço insistiam em falar alemão, mesmo sabendo que nada compreendiamos. Apontar e ignorar as suas questões foi a solução. Em França aconteceu-nos o mesmo, mas aqui ainda tentamos algumas palavras. Poulet avec des pommes frites. Pas de boisson. Pommes de terre, não confundir com pommes só, que são maçãs.

Mais problemático foi o que nos aconteceu na recepção do Étap Hotel em Carcassonne, em que o recepcionista se recusou a falar em inglês. Ou em Paris, quando abandonámos um restaurante pela mesma razão. Mais recentemente, no museu da música em Praga, uma das senhoras que guardava as salas quis explicar que podíamos ouvir peças tocadas por cada um dos instrumentos expostos. Só balbuciava hans e huns, como se fosse um bebé e nenhuma língua falasse. Tivemos que respeitar a idade e fazer um esforço para conter o riso!

Mas o momento mais curioso aconteceu na Suíça, em Appenzel. Num restaurante, a moça que nos atendia apenas falava alemão. Queria saber se queríamos uma bebida pequena ou grande, tudo isto em alemão e alguns gestos. Nós, em bom português, trocávamos impressões. Até ao momento em que ela nos pergunta são portugueses? O mesmo voltou a acontecer em Kassel, na Alemanha, onde a proprietária de um restaurante italiano teve que chamar alguém que nos entendesse. No meio de pizzas e pastas, encontrámos arroz de marisco e bifinhos à F.C. Porto na ementa. E, depois de nos perguntarem se éramos da Índia, confessámos que vínhamos de Portugal. O empregado, com ar romeno, chamou de imediato o cozinheiro que minutos antes se referiu ao derby lisboeta com um amigo que por lá passou.

Perante estas dificuldades, não me imagino no mundo sem falar inglês. E sempre que passo por elas, fico com vontade de aprender novas línguas, porque me chateia quando não me consigo fazer entender. De qualquer forma, acho que na próxima vez que me sentir em apuros faço como o Anderson… O importante é mostrar que se domina a coisa!

:D

musical-kamasutra

O lado feminino

- pré-preparação num SPA, com manicure e depilação incluídos;

- um enorme ramo de flores, rosas vermelhas de preferência;

- um fim-de-semana romântico;

- uma massagem a dois;

- um jantar num bom restaurante;

- um presente que revele os sentimentos do seu amado;

- uma declaração de amor: num postal, um telegrama de chocolate via CTT ou, ainda melhor, numa revista com tiragem superior a 200.000 exemplares;

- um banho de imersão, com sais de banho e óleos aromáticos;

- uma lingerie nova, cheia de rendas e folhinhos, porque a ocasião assim o exige;

- um noite inesquecível, decorada com velas e cheirinhos;

- mais qualquer coisa que o seu amado se lembre para a surpreender, porque surpresas nunca são demais…

O lado masculino

- apenas o estritamente necessário para que a mulher esteja disponível e mais um lata de chantili, se for possível.

~~

Já que o dia se aproxima, deixamos algumas ideias aqui (com voucher 30% da happy woman), aqui ou, para os verdadeiros aventureiros aqui.

Um verdadeiro serviço público.

estamos a quantos?

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