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Estava eu muito bem a preparar o material de estudo necessário para as próximas aulas, quando me deparo com uma verdade inquestionável:
You should be able to describe your research topic on a postcard to your mother.
Fenomenal! Não fosse extremamente complicado definir o nosso problema de investigação… E, mesmo depois de definido, ainda nos parece um emaranhado de cordões que, com sorte, só se irá desenlaçar uns anos depois.
Curiosamente, o meu foco de investigação é muito simples de se explicar. O que acontece é que 99,99% das pessoas não querem nem saber… Com o mestrado foi a mesma coisa: nós a acharmos que estamos a fazer uma coisa com carradas de interesse e ninguém nos pergunta sobre o nosso tema.
Tenho este desgosto. Apenas eu, o D, a minha única colega que fervilha com a investigação e, talvez, o meu orientador sabem o que ando a investigar. Para família e amigos somos, na maior parte dos casos, um bicho raro, que até come corn-flakes verdes ao pequeno-almoço, só porque achamos piada à investigação.

E foi mais um fim-de-semana onde quase, quase, risquei mais um item da lista: escorregar com as palas resbaladeras se o ski não correr bem. Mas, como não cheguei nem a tentar o ski nem a repetir os deslizes com as pás, mantém-se o item, que até está programado para 2010.
Fomos para a serra de Béjar, que não conhecíamos e fica aqui tão perto, um pouco a norte de Cáceres. Um grupo de 22 pessoas, composto por colegas do D e respectivos acompanhantes, que ocupou, quase como que de uma invasão lusitana se tratasse esta casa rural, que ficou completamente sob o nosso jugo.
Eu, que passei uns quantos dias a mentalizar-me para os trambolhões, não tive a sorte da concretização: devido ao vento, as pistas estiveram encerradas tanto no sábado como no domingo. Valeu-nos o bom tempo cá em baixo, que permitiu um dia bem passado nas redondezas.
Soube a muito, muito pouco…

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