08-01-17_money8

Há coisas que me transcendem. Alguém suicidar-se por dinheiro é uma delas. E parece que já vamos no 3º tipo.

Começo por pensar na minha própria condição. Somos dois cá em casa: para além dos nossos gastos fixos (cujas facturas sabemos que chegam todos os meses, ao contrário dos tolinhos do Continente), abastecemos semanalmente a despensa, temos uma margem para gastos extraordinários e ainda nos sobram alguns trocos para o pé-de-meia. Temos a casa hipotecada ao banco e sabemos que todos os meses lhe devemos uma renda.

Não somos pessoas ricas. Não passamos necessidades. Estamos ali no intermédio, no nível confortável, chamado classe média. Tentamos gerir o nosso dinheiro da melhor forma possível, poupando no que é desnecessário, de forma a poder gastar no que nos dá gozo. E vamos levando a vida assim. E somos felizes.

E por isso é que estas coisas me transcendem. Aquela malta, que era podre de rica, perdeu quantias astronómicas. E então? Não se imaginam a viver uma vida mediana? Não têm mais nada que lhes dê sentido à vida para além do dinheiro?

Se calhar não.

A conclusão a que chego é que, como qualquer fã de telenovela sabe, o pobre pode ser pobre… mas é sempre mais feliz.